A Estória do VCC
Como identificar uma seita
Predestinação/Livre Arbitrio
Budismo
Catolicismo Romano
Confucionismo
Hinduísmo
Islamismo
Judaísmo
Taoísmo
Xintoísmo
A Família/Meninos de Deus
Adventismo
Candomblé
Católicos Carismáticos
Ciência Cristã
Congregação Cristã no Brasil
Cultura Racional
Espiritismo Geral
Espiritismo Kardecista
Feitiçaria
Hare Krishna
Igreja Messiânica
Igreja da Unificação - Reverendo Moon
LBV
Mormonismo
Nova Era
Racionalismo Cristão
Reencarnação
Satanismo
Seicho-No-Iê
Tabernáculo da Fé
Testemunhas de Jeová
Umbanda
Unicismo
Willian Soto Santiago
Maldição de Família
Teologia da Prosperidade
G12
Batalha Espiritual
Espirítos Territoriais
Cura Interior
 
 
 
 

UMBANDA

   

12 - OS EXUS DE UMBANDA E O CULTO AO DEMÔNIO

Toda e qualquer reunião de Umbanda inicia com um presente oferecido ao Exu, como dizem os umbandistas: “o agente mágico universal, por cujo intermédio o mundo dos vivos se comunica com o mundo espiritual., em seus diversos planos, pois este planeta, no qual habitamos, pertence aos Exus. É o exu (em outros lugares também denominado Zumbi, Cariapemba, Leba, o homem das encruzilhadas) o espírito mais invocado, e a ele são oferecidos o maior número de presentes (“despachos”).

E não se diga que o culto ao Exu é exclusivo da Quimbanda, da Macumba, do Candomblê ou do Batuque. Na Umbanda os Exus são constantemente invocados e trabalho algum é começado sem que sejam salvadas (isto é: reverenciadas) essas entidades; nenhum trabalho de Umbanda pode fazer-se sem antes ser riscado o ponto de segurança, chamado porteira, puxando-se um ponto (canto) adequado, dando-se algumas vezes um presente a Exu, quando se trata de um trabalho importante.

Pois bem, este autor, como, aliás, também outros pesquisadores de Umbanda, identificam os exus com os demônios. Dizem os umbandistas que os Exus podem dar forças suficientes para com o mal prejudicarem os outros. Os Exus atuam da maneira mais variada possível. Mostram-se mansos como cordeiros, porém o seu íntimo é uma gargalhada demoníaca de gozo. Podem ser usados também como armas contra os malefícios que outros fizeram, pois, interesseiros como são, tanto se lhes dá seja de um ou de outrem, a alma ou o espírito que pretendem arrastar.

O Exu é em via de regra interesseiro, e, se lhe recebe um presente (despacho), fatalmente ele irá cumprir o que lhe foi pedido, pouco se importando que o resultado bom ou mal possa repercutir no Mundo Terreno, pois que só lhe apraz fazer o que está errado e é para isso que eles existem. Sendo o Exu o dono principal das ruas e encruzilhadas, é a ele quem primeiro devem saldar, pois é somente com a sua licença que podem dirigir um trabalho de Magia, pelo fato de ser ainda ele o elemento mágico universal.

Pensam os umbandistas que Deus é bom e não faz nem pode fazer mal. Ele é o Pai bondoso de todos e tem obrigação de cuidar de seus filhos. Não precisam por isso de estar pedindo favores a Deus. Pedir a Deus seria até um sinal de desconfiança. Mas o Exu é ruim, sempre pronto a fazer das suas, para prejudicar e fazer o mal. Todavia, querendo, o Exu também pode favorecer e servir para o bem. É por isso que precisam se esforçar para estar de bem com ele. Daí a necessidade de cultuá-lo, de oferecer-lhe sacrifícios e presente. Então ele se põe às ordens e faz o bem (ou o mal) que lhe pedem.

Os Exus são numerosíssimos. Têm os nomes mais extravagantes: Exu Tranca Ruas, Exu Quebra Galho, Exu das 7 Poeiras, Exu das 7 Portas, Exu Tranca Tudo, Exu cheiroso, Exu da Capa Preta, Exu Tiriri,. Exu Calunga, Exu Morcego, etc. Cada um deles tem a seu serviço numerosos subalternos. Eles dividiram entre si o mundo, de que são os senhores imediatos, com liberdade sem restrições: uns mandam nos rios, outros nas matas, outros nas estradas, nas montanhas, nos cemitérios, nas soleiras das casas, etc. Vários deles (como Tranca Tudo e Tranca Ruas) fazem qualquer “serviço”. Outros têm especialidades: alguns possuem qualidades especiais para transmitir doenças, outros para produzir desastres, outros para matar, outros para seduzir moças, separar casais, etc. 

.

13 - CONCLUSÃO

A Umbanda está sendo considerada pôr muitos estudiosos como cultura do povo brasileiro. Ela é fruto do sincretismo entre o catolicismo medieval português, religiões africanas, culto dos ancestrais índios e o espiritismo de Allan Kardec. O desafio da Umbanda está diante da Igreja de Jesus Cristo no Brasil, que até hoje não se despertou suficientemente para reconhece-lá tal qual ela é, e considerar e calcular o preço envolvido em aceitar o desafio. Os praticantes da Umbanda de alguma forma entram em compromisso direto com demônios, pactuando-se com Satanás que se transforma em “anjo de luz”. Esperamos que esta análise possa ser útil a todos os que estão empenhados em batalhar diligentemente pela “fé que uma vez pôr todas foi entregue aos santos” Jd 3; Jo 8:32,36

14 - VOCABULÁRIO UMBANDISTA

Abacê — cozinheira que prepara as comidas de santo.

Acassá — bolo de milho

Agô — licença

Agô-iê — dai-me licença

Alá — dossel no terreiro, debaixo da qual se servem as comidas de santo

Amalá — comida de santo

Aparelho — médium em função

Atabaque — tambor

Babalaô — chefe de terreiro, pai de santo

Babalorixá — o mesmo que babalaô

Batuque — sapateado africano

Burro — médium em transe

Búzio — concha marinha, caracol

Cacimba — vasilha

Calundo — espírito protetor das parturientes

Calunga — cemitério

Calunga grande — mar

Cambiá — amuleto para ser enterrado

Cambono — auxiliar nos trabalhos do terreiro

Cambono colofé — auxiliar nas cerimônias de iniciação

Candombé — reunião de médiuns e pessoas com apetrechos apropriados para fazerem canjerê

Canjerê — despacho ou trabalho

Canjira — local de dança

Carau — comida de santo

Cavalo — médium em transe

Coité — vasilha, cuia

Congá — altar

Curiar — comer, beber

Curimba — dança

Demanda — questão, luta

Dumba — mulher

Ebó — milho branco preparado com azeite

Egum — espírito de pessoa falecida

Embé — sacrifício de animal

Embanda — mensageiro, porta-voz

Ebó — comida de santo

Epó — azeite

Exu — espírito mau, demônio

Filho de santo — médium em que se incorpora um orixá

Ganga — chefe de terreiro

Gongá — altar, santuário, local de trabalho

Guia — pulseira

Iansã — orixá feminino do vento, mulher de Xangô, patrona das mulheres livres. Santa Bárbara

Ibeji — orixás gêmeos, Cosme e Damião

Iemanjá — orixá feminino do mar. Nossa Senhora

Jabonã — mãe de terreiro, de segunda categoria

Kalunga — espelho

Karunga — mar

Macumba — vara de ipê ou bambu, cheio de dentes, com laços de fita em uma das pontas, na qual um indivíduo, com duas varinhas finas e resistentes, faz o atrito sobre os dentes, tendo uma das pontas da vara encostada na barriga e outra encostada na parede.

Marafa — aguardente, paratí

Mironga — mistério

Mucamba — mulher auxiliar do terreiro

Muginga — pipoca preparada para o ritual da troca de cabeça

Nunanga — vestes cerimoniais

Obá ­— céu

Ogã — babalaô de segunda categoria

Ogum — orixá das demandas. São Jorge (no Rio), e Santo Antônio (na Baía)

Omulu — orixá da morte, das pestes. São Lázaro

Orixá — divindade secundária, espírito de luz

Otá — fetiche, imagem de um orixá

Oti — bebida

Oxalá — chefe dos orixás, Cristo

Oxóssi — orixá das matas, da caça. São Sebastião (no Rio), São Jorge (na Baía)

Oxun — orixá feminino dos rios. Nossa Senhora

Pegi — altar

Pemba — giz, para riscar os pontos

Ponteiro — punhal

Ponto cantado — hino, canto evocativo

Ponto riscado — sinal cabalístico evocativo

Samba — mulher auxiliar da mãe de santo

Sangue — vinho

Saravá — saudação, cumprimento, “salve”

Ubá — casca de árvore

Urubatã — “caboclo”, chefe de falange.

Vumbi — cerimônia fúnebre, depois da morte de um pai de santo ou de um babalaô, a fim de afastar o seu espírito da sua casa

Xangô — orixá dos raios, das tempestades. São Jerônimo

Zambi — Deus

Zumbi — chefe, rei.

   
   
 
 
 
CREIA ® Centro Religioso de Estudos e Informações Apologéticas -2005 - Desenvolvido por Paulo Roberto